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10 perguntas e respostas, essenciais, sobre misofonia

Misofonia é às vezes descrita como um extremo desgosto por sons rotineiros. A misofonia é um transtorno de tolerância diminuída a sons ou estímulos específicos. Mas, é muito mais do que isso. Misofonia é um transtorno sensorial muitas vezes mal compreendido, mas muito real. 


A misofonia é um transtorno legítimo, não uma questão de preferências!


 Esses estímulos, conhecidos como 'gatilhos', são percebidos como desagradáveis ou perturbadores e tendem a evocar fortes respostas emocionais, fisiológicas e comportamentais negativas que não são observadas na maioria das outras pessoas.


Misofonia é um Transtorno Sensorial Complexo!


Misofonia é difícil de entender. Se você não tem misofonia, não é fácil ter uma ideia clara de como é viver com misofonia. Misofonia pode afetar todos os aspectos da vida, como escola, trabalho, relacionamentos e mais. Qualquer interação diária comum pode se tornar uma que causa sofrimento inesperado. 





Perguntas e respostas, essenciais, para entendermos melhor a misofonia? 


1.O que é misofonia e como ela é definida?

Misofonia é um distúrbio neurológico caracterizado pela aversão extrema a sons específicos, conhecidos como gatilhos. Esses sons podem desencadear respostas emocionais intensas, como raiva, irritação e ansiedade, mesmo em situações cotidianas.


2. Quais são os sintomas mais comuns da misofonia?

Os sintomas comuns incluem reações emocionais intensas e negativas, aumento da frequência cardíaca, sudorese, tensão muscular e até mesmo ataques de raiva em resposta a sons como mastigação, respiração, digitar no teclado ou outros sons repetitivos.


Os misófones experimentam emoções negativas, como ansiedade, raiva, irritação ou repulsa, em resposta aos seus gatilhos. Eles também podem ter respostas fisiológicas e comportamentais, como tensão muscular e agitação em direção à fonte do estímulo. Essas reações são incomuns na maioria das pessoas sem misofonia.


Quando um som ou visão desencadeia uma resposta misofônica, é difícil para a pessoa ignorar ou desviar a atenção do estímulo. Como resultado, e devido ao desconforto causado pela resposta misofônica, as pessoas com misofonia tendem a evitar seus gatilhos. Isso pode afetar negativamente sua vida ocupacional, acadêmica e social.


3. Quais são os gatilhos mais comuns para pessoas com misofonia?

Os gatilhos da misofonia são diversos e podem incluir uma variedade de estímulos que desencadeiam uma resposta misofônica. Exemplos comuns de gatilhos incluem  sons relacionados à boca e ao nariz, como mastigação, respiração, fungar e sons da tosse, além de sons repetitivos como o clique de canetas ou o som de dedos batendo em superfícies.


No entanto, os ativadores da misofonia não se limitam a esses exemplos. Eles podem ser sons da natureza, como o canto ou rufar das asas de pássaros, ou outros sons não humanos, como o tic-tac de um relógio. Além disso, sons não orais ou nasais produzidos por humanos, como bater uma bola de basquete, também podem ser gatilhos para algumas pessoas. Além disso, alguns misofones podem ser incomodados por estímulos visuais.


É importante notar que os gatilhos da misofonia podem variar de pessoa para pessoa e podem incluir uma ampla gama de estímulos sensoriais. O reconhecimento e a compreensão desses gatilhos são fundamentais para ajudar as pessoas com misofonia a gerenciar seus sintomas e melhorar sua qualidade de vida.


4. Como a misofonia é diagnosticada?

O diagnóstico geralmente é feito com base nos sintomas relatados pelo paciente, histórico médico e uma avaliação clínica feita por um especialista em saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra.


5. Quais são as opções de tratamento disponíveis para a misofonia?

As opções de tratamento incluem terapia cognitivo-comportamental, terapia de dessensibilização, uso de dispositivos de mascaramento de som, e em alguns casos, medicação para controlar a ansiedade e os sintomas emocionais.


6. Como a misofonia pode afetar a vida social e profissional de uma pessoa?

A misofonia pode causar dificuldades nas relações interpessoais, isolamento social, e impacto no desempenho no trabalho ou na escola, devido ao estresse emocional causado pelos gatilhos sonoros.


Os sofredores de misofonia, às vezes chamados de misófones, tendem a evitar situações comuns e a se isolar como uma forma de lidar com o problema. Misófones frequentemente também sofrem em silêncio em vez de iniciar uma conversa desconfortável sobre seu transtorno mal compreendido. Pode ser frustrante e desesperançoso.


Mas não precisa ser assim!

Pessoas com misofonia não precisam viver suas vidas em isolamento nem precisam sofrer em silêncio. Com uma comunicação eficaz, apoio entre pares e autocuidado, os pacientes com misofonia podem melhorar.


7. Existem doenças ou condições médicas associadas à misofonia?

Embora não haja uma relação direta, a misofonia tem sido associada a condições como transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno de ansiedade generalizada (TAG) e transtorno do espectro autista (TEA), sugerindo possíveis ligações neurológicas.


8.Quais são algumas estratégias de enfrentamento que pessoas com misofonia podem adotar?

Além da avaliação pelo médico otorrinolaringologista, as estratégias incluem o uso de fones de ouvido com cancelamento de ruído, prática de técnicas de relaxamento, comunicação aberta sobre a condição com familiares e colegas, e buscar apoio psicológico especializado.


9. A misofonia pode ser curada?

Não há uma cura definitiva, mas o tratamento pode ajudar a reduzir a intensidade dos sintomas e melhorar a qualidade de vida. O foco é aprender a lidar com os gatilhos de forma mais adaptativa, melhorando e amenizando as reações negativas.


10. Qual é a importância de aumentar a conscientização sobre a misofonia?

A conscientização é crucial para promover a compreensão e empatia em relação às pessoas afetadas, além de estimular a pesquisa para desenvolver tratamentos mais eficazes e melhorar a qualidade de vida desses indivíduos.

Felizmente, a conscientização sobre a misofonia tem crescido muito nos últimos anos. Além disso, existem formas de lidar melhor com esse problema. 


Conte comigo para ajudar! 




Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE:34828)

Clinica Oto One- São Paulo


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