Perda auditiva: pode sim causar depressão em idosos!
- 5 de nov. de 2019
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Atualizado: 20 de fev. de 2023
Eles acabam se isolando do convívio social para evitar situações constrangedoras. Ir ao supermercado, ter que falar com atendente e não conseguir ouvir o que esse está dizendo ou ir a festas e as pessoas perderem a paciência, pode gerar um sentimento de incapacidade e mal-estar.
Existem inúmeros aparelhos auditivos para os mais diversos tipos de surdez, por isso é tão importante o diagnóstico para evitar sofrimento do paciente. A depressão, por exemplo, pode sim ser prevenida com a reabilitação auditiva.
A principal causa de surdez na terceira idade, é conhecida como presbiacusia. Essa se inicia, geralmente, após 60 anos e se relaciona com o envelhecimento das células da nossa cóclea, o órgão da audição.
O correto diagnóstico é feito após a avaliação de um otorrino, seguido do exame de audiometria.
Atenção aos sinais de surdez
- Falar muito baixo ou alto, porque não escutam a própria voz; - Evitar locais aglomerados ou sair de casa; - Ser chamados e não responderem; - Dificuldade em falar ao telefone; - Ficar perdido durante as conversas ou fazer perguntas repetitivas; - Volume da TV alto demais
Portanto, quanto antes for diagnosticada a deficiência auditiva, menores serão as consequências do problema. A família precisa estar atenta aos sinais e levar o idoso ao médico otorrinolaringologia.
Responsável técnico: Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE:34828)

![O uso de aparelhos de amplificação sonora individual (AASI), como os aparelhos auditivos, está cada vez mais reconhecido como uma estratégia potencialmente eficaz na prevenção de demências, especialmente em idosos com perda auditiva. A perda auditiva é considerada o principal fator de risco potencialmente modificável para demência ao longo da vida, com impacto populacional significativo. [1-2] A literatura recente demonstra que a intervenção auditiva pode reduzir o risco de declínio cognitivo e demência, embora os resultados variem conforme o desenho do estudo, a população analisada e o momento da intervenção. Meta-análises de estudos observacionais mostram que o uso de AASI está associado a uma redução de aproximadamente 19% no risco de declínio cognitivo de longo prazo e melhora modesta em testes cognitivos de curto prazo. [3-4] Estudos de coorte com seguimento prolongado sugerem que o benefício é mais pronunciado quando a intervenção ocorre precocemente, especialmente em indivíduos](https://static.wixstatic.com/media/c47228_520d4b15c72240a9b38895f29fd330f9~mv2.jpg/v1/fill/w_980,h_433,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/c47228_520d4b15c72240a9b38895f29fd330f9~mv2.jpg)


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